Startups: por que empreender no Brasil?

Segundo dados da ABStartups (Associação Brasileira de Startups), o número de startups no Brasil passa de 4.200, um mercado que movimenta mais de 2 bilhões de reais por ano. Em 2015 somente, a associação viu um crescimento de suas fileiras de cerca 30%. As regiões Sudeste e Sul figuram como os principais polos desenvolvedores, principalmente o estado de São Paulo, mas é possível encontrar exemplos em todos os estados do país. Esses são números expressivos, que mostram um cenário promissor, com oportunidades crescendo mesmo em um momento de crise.

Essa é uma tendência que já se segue há algum tempo. Em 2012, o Global Startup Ecossytem Report, feito pela Startup Genome em parceria com a Telefonica, elegeram a cidade de São Paulo como o 13º melhor ecossistema para startups do mundo. Como parte dos BRICs, e ainda na esteira do crescimento que o país passava, São Paulo teve o 9º melhor lugar no índice de output e ficou na quinta colocação em mindset.

No ranking seguinte, de 2015, a capital paulista subiu uma posição, com investimentos maiores e mais empreendedorismo, mesmo com a queda da confiança dos investidores em meio aos problemas econômicos vividos no país. A pesquisa apresentou um ecossistema autossuficiente, com os elementos chave para um mercado empreendedor, como aceleradores, VCs, fundos de private equity e investidores anjo.

Mas isso não significa que não existam problemas. Na mesma pesquisa, a cidade ficou com a última posição no alcance dos mercados globais, com apenas 18% de consumidores estrangeiros, e na pesquisa seguinte, em 2017, apenas 7%. O índice de alcance de mercados globais levou a cidade a não figurar mais entre os 20 melhores ecossistemas, apesar de ainda ser considerado um dos 15 maiores.

A conectividade global é relevante para startups poderem se desenvolver e desempenhar suas funções. Outra pesquisa do mesmo grupo responsável pelo Ecossystem Report apontou que startups focadas em mercados estrangeiros crescem 2.1 vezes mais rápido. Mesmo em grandes cidades, e conectadas à grandes empresas, startups sem esse foco estarão fechadas para a circulação de ideias, conhecimento, capital humano e financeiro, limitando seu crescimento e também a sua resiliência a crises como a que vivemos hoje no país.

Apesar disso, em 2016 muitas empresas estrangeiras investiram em São Paulo e no Brasil. O Google abriu sua própria aceleradora na cidade, com sua primeira turma de residentes já em operação, enquanto neste ano, a capital paulista foi reconhecida como o primeiro French Tech Hub da América Latina pela Business France, agência governamental para promoção de empresas francesas internacionalmente. Esses podem ser passos importante para expandir a presença global da cidade e do país, abrindo portas para empresas nacionais atingirem outros mercados, e empresas estrangeiras investirem no Brasil. A pergunta é: sua empresa está pronta para internacionalizar?

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