Cenário adverso é solo fértil para IoT

Nós já escrevemos aqui que o potencial criativo para o uso de IoT é quase infinito. Também já citamos que muitas startups norte-americanas têm utilizado desafios como trampolim para o desenvolvimento de soluções interconectadas para lidarem com esses problemas. E eles têm obtido resultados fantásticos. Se quiser relembrar, leia aqui o que escrevemos sobre isso no texto Startups Utilizam IoT para Criar Soluções Únicas.

Felizmente, temos acompanhado essa mesma tendência no Brasil, ainda que em menor escala.  Aqui, nos sobram desafios e problemas de origens diversas, e, talvez, deva ser assim mesmo, já que somos um país em desenvolvimento e com um sistema democrático tão jovem e frágil. Mazelas à parte, também somos um povo extremamente versátil e criativo, justamente por conta do cenário da nossa existência.

É impressionante, porém, como toda essa criatividade e versatilidade podem ser vistas ganhando vida em grandes pólos tecnológicos que temos no país, que inclusive disputam o título de Vale do Silício brasileiro. É emblemático notar que o maior deles esteja em uma das regiões mais carentes do Brasil, no Estado do Pernambuco. Conhecido como Porto Digital, este centro de tecnologia conta com mais de 230 empresas, com sete mil funcionários, que trabalham principalmente no desenvolvimento de games, animações e sistemas de gestão e segurança.

Seguindo rumo ao sudeste, encontramos um grande reduto de startups, localizado no San Pedro Valley, em Belo Horizonte (MG). São 188 empresas, que utilizam a estrutura de sete incubadoras e quatro aceleradoras para se desenvolverem na área de informática. Ainda em Minas Gerais, é importante mencionarmos o Vale da Eletrônica em Santa Rita do Sapucaí, que tem produzido muita tecnologia interessante. Descendo mais um pouco, chegamos ao Rio de Janeiro (RJ), ao parque tecnológico da UFRJ, que, como muitas outras empresas da região, cresceu com o estimulo da presença da Petrobrás. Os laboratórios e centros de pesquisa de 46 empresas abrigam mais de 1,5 mil trabalhadores, cujo maior foco é a exploração de recursos naturais.

Já no interior de São Paulo, em São José do Campos, está o parque tecnológico da cidade, que fica próximo a três grandes instituições de ensino: ITA, Fatec e Unifesp. Ele é o maior centro de inovação voltado à defesa e à aeronáutica no Brasil. Junto a companhias multinacionais gigantes, convivem cerca de 25 pequenas empresas brasileiras, empregando quase mil pessoas. Também no interior paulista, na cidade de Campinas, encontra-se um celeiro promissor com excelente mão de obra formada por universidades locais como a PUC e a Unicamp. A cidade conta com centros de inovação como o Von Braun, Instituto Eldorado, Fitec, CPqD, Venturus e CTI.

Na região sul, em Porto Alegre (RS), temos a Tecnopuc, ligada obviamente à PUC gaúcha. Esse pólo é composto basicamente por empresas locais, das quais apenas 30% são formadas por grandes multinacionais. As mais de 120 empresas dessa região geram mais de seis mil empregos, investindo em inovações para o campo de informática. Também no Rio Grande do sul, no Vale dos Sinos, encontramos a Valetec, que é uma organização sem fins lucrativos com a finalidade de promover o desenvolvimento tecnológico da região.

Com um contexto tão rico e promissor no campo do desenvolvimento tecnológico no país, é claro que existem diversas startups nacionais aplicando os conceitos de IoT aos desafios impostos a nossa sociedade. Nos próximos posts, mostraremos algumas histórias de sucesso de startups que, por exemplo, até conseguem tirar água de pedra em meio a uma das piores crises hídricas já vividas por aqui. Fique de olho!



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