Startups chacoalham a indústria musical no mundo todo

No dia 22 de novembro comemora-se, todos os anos, o Dia Mundial do Músico. E poucas áreas foram tão afetadas pelos avanços tecnológicos dos últimos 20 anos quanto a indústria musical. Talvez por ter demorado a se adequar ao ritmo evolutivo da tecnologia, as grandes gravadoras sofreram muitas perdas nos primeiros dez anos deste milênio. Enquanto os artistas e as pessoas responsáveis por suas carreiras penavam para monetizar seus trabalhos na internet, as soluções propostas ficavam obsoletas cada vez mais rápido.

Com a chegada dos serviços de streaming, como o Spotify e o Deezer, o panorama começou a mudar lentamente. O número de downloads ilegais segue alto, mas hoje muito mais pessoas aceitam pagar pela música que ouvem. Para o usuário o cenário é dos melhores – por uma baixa quantia, tais empresas disponibilizam um vasto catálogo, acessível com poucos clicks. No entanto, para os artistas, os valores ainda são muito baixos em relação ao que a indústria da música já faturou um dia.

Para solucionar essa e outras questões, novas startups voltadas ao mundo da música surgem com frequência, e são elas quem estão redesenhando os caminhos para o sucesso. No Brasil, a Pleimo surgiu como um serviço que, além de oferecer o streaming para seus usuários, permite que artistas, independentes ou populares, tenham um espaço para campanhas de crowdfunding, venda de músicas, vídeos, ingressos para shows e produtos diversos, como camisetas e canecas. Até mesmo uma área de criação digital para souvenires faz parte da Pleimo. Bandas independentes que conquistarem novos assinantes para a plataforma também recebem uma comissão.

No resto do planeta, empresas como o Zvooq (Rússia), SoundCloud (Alemanha), MixCloud (Inglaterra) e Stereomood (Itália), engrossam a lista dos que buscam, cada um à sua maneira, revitalizar a indústria musical.

As oportunidades existem, e o campo para inovações que contemplem tanto usuários quanto artistas, é gigantesco. Os talentos do som estão por aí, em busca de novas maneiras de chegarem aos ouvidos de seu público. Enquanto isso, os talentos da tecnologia estão perseguindo a próxima grande ideia que vai mudar, mais uma vez, essa que é uma das artes mais fundamentais para o bem-estar do ser humano.

São corações e mentes se fundindo, em busca de um futuro onde o acesso à música seja amplo e democrático, e a criatividade dos artistas seja recompensada de modo justo. O Brasil, terra com DNA extremamente musical, não pode ficar de fora desse movimento, e espera de braços abertos os empreendedores da música para disseminarem arte e cultura também por aqui.



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