O que Esperar da Tecnologia para 2018

Já no início deste ano tivemos eventos históricos que só foram possíveis de serem realizados graças aos avanços tecnológicos de nossa sociedade. A SpaceX, por exemplo, está fazendo algo que antes era visto apenas em roteiros de ficção científica. A empresa privada de lançamentos de foguetes espaciais enviou à orbita da Terra o seu Falcon Heavy, o mais poderoso foguete da atualidade, com um carro elétrico da Tesla Motors em seu bagageiro. O intuito da missão é chegar ao planeta vermelho, Marte.

Em um ambiente mais mundano, inovações relacionadas ao cotidiano e ao meio industrial serão os pilares da caminhada tecnológica de 2018. Aparelhos eletrônicos, em especial os Wearables, aumentarão sua presença no dia a dia (com prognóstico de quase 25% até 2022), com a Inteligência Artificial (AI), a Internet das Coisas (IoT), os software de segurança e os microcontroladores e microprocessadores acompanhando esse crescimento.

Neste artigo, listaremos as principais tendências desse setor para este ano e quais as consequências de suas implementações para a população civil.

AI (Inteligência Artificial) – Introdução no Setor Terciário

O processo de aprendizado automático das máquinas, conhecido como machine-learning, acoplado ao massivo banco de dados global de informações (Big Data) e pela geração de linguagem natural (NLG) e entendimento da linguagem natural (NLU), capacita os equipamentos para a realização de tarefas simples de forma eficiente, poupando tempo e encontrando soluções dinâmicas para etapas massivas. Para as indústrias e agriculturas, os benefícios e uso são uma realidade, mas o que poucos percebem é a possibilidade de incorporação dessas funcionalidades ao setor terciário da economia, voltado para o comércio varejista e prestações de serviços.

Cientistas estão próximos do aprendizado “one-shot”, que permite a incorporação de informações fundamentais, como contratos, palestras e vídeos, quase que instantaneamente, com a habilidade de adaptação e improvisação personalizada de acordo com o serviço especificado. A Amazon identificou a aplicabilidade dessas qualidades e criou a primeira loja física, a Amazon Go, que não tem filas para pagar as compras. Infestado de sensores e conectado às contas bancárias dos clientes, o estabelecimento permite maior dinamismo e segurança aos produtos, com controle logístico instantâneo do estoque.

Startups chinesas financiadas por grandes corporações entraram no fluxo da Amazon e estão criando empreendimentos de conveniência totalmente automatizados, com a justificativa de que são mais baratos, precisos, seguros e confortáveis para os clientes.

IoT (Internet das Coisas) – Fortalecimento da Segurança Precária

A Internet das Coisas embasa o futuro em uma premissa de interconectividade entre todos nossos aparelhos e imóveis, como os Wearables e as Smart Houses. Porém, os recentes ataques às tecnologias virtuais deixaram os investidores, governos e civis chocados, sem saber o que esperar desse progresso benéfico. Um ciberataque à uma bolsa japonesa de criptomoedas, que permitiu o roubo de US$ 500 milhões, assustou pessoas que pensavam em adentrar tal mercado, desvalorizando a moeda e pondo em xeque o longo-prazo desse mecanismo. Entretanto, a queda das Bitcoins não foi de todo ruim. Seu legado, o blockchain, se solidificou como a melhor forma de manter a segurança das transações monetárias e de arquivos pela rede. Esse mecanismo permite a validação e verificação online dessas trocas, criptografando e tornando imutável cada bloco de informações, impossíveis de serem duplicados ou falsificados. Não à toa os investimentos em cybersegurança, em 2017, foram de 1 bilhão de dólares, com previsão de crescimento para US$ 93 bilhões em 2018, muito por causa do blockchain.

Nesse período também houveram as falhas Meltdown e Spectre nos microprocessadores, que deixaram a atmosfera tecnológica em polvorosa. Porém, empresas como a ARM e a Synopsys não pretendem deixar tais problemas espalharem-se para a IoT. A ARM, que foi uma das afetadas por esses bugs, investiu em pacotes de segurança capazes de combater e prevenir as ameaças advindas dessas falhas. Enquanto isso, os processadores RAC, da Synopsys, não são afetados por eles, sendo uma possibilidade de reestruturação para suas necessidades de proteção e confiabilidade de serviços.

Microprocessadores – Redefinição Estrutural

Como pontuado anteriormente, o mercado de microprocessadores sofreu dois baques seguidos: o Meltdown e o Spectre. Resumidamente, essas falhas permitem bugs e ciberataques aos chips da Intel, AMD e ARM, que dominam o segmento desde 1995. Por conta disso, é esperado um investimento gigantesco por parte dos desenvolvedores para prevenir e combater futuros erros e ataques de hackers. Em 2017, antes desses dois eventos, a receita global dos microprocessadores era de US$ 411 bilhões. Após eles serem descobertos, essa quantia aumentou para US$ 451 bilhões, com esse crescimento de 7.5% advindo das inclusões de segurança mais robustas.

A ARM é um bom parâmetro para visualizar esses custos, ela desenvolveu pacotes de segurança que combatem e previnem as ameaças do Meltdown e Spectre, dando os primeiros passos na direção da remodelação de segurança dos microprocessadores. Do outro lado existe a Synopsys, companhia desenvolvedora de software de segurança, que conta com processadores ARC que não são afetados por esses bugs. Portanto, é só uma questão de paciência até o extermínio dessas mazelas e o desenvolvimento de maior robustez por parte de nossos aparelhos.

Indústria Automobilística – Revolução Conceitual e Ecológica

A quantidade de oportunidades nesse mercado varia. Há novas formas de se produzir um veículo, de se ter um, qual o seu combustível e se prefere dirigir, ter um motorista ou um carro totalmente automatizado. Portanto, vamos por partes.

Fundada em 2003, a Tesla Motors é uma das primeiras empresas de carros totalmente elétricos. Após 5 anos, lançou o Roadster, que trazia a tecnologia inovadora dos motores de bateria. A produção desses veículos era quase artesanal, realizada em galpões na Califórnia. Com o passar do tempo, surgiram o modelo esportivo Model S, o SUV Model X, o comum Model 3 e o caminhão Tesla Semi, que apostam não só na energia sustentável, mas também no

conforto, velocidade, segurança e economia do consumidor, sendo competitivos (e por muitas vezes melhores) com quaisquer outros tipos de transporte.

Quanto à direção, já temos aplicativos que permitem a viagem para qualquer lugar no assento de passageiro, como a Uber. Outras companhias estão apostando no aluguel mensal de carros, como a Volvo, Cadillac e Porsche, em que se paga uma taxa e se tem um catálogo de veículos à disposição para retirada e retorno de acordo com suas necessidades. Contudo, o ideal é estar sozinho, e a automatização completa do processo surge como a solução esperada.

A própria Uber e Tesla, o Google/Waymo e a Apple entraram na corrida do transporte autônomo. A perspectiva de ser o primeiro a inaugurar esse polo e desbravar os frutos fizeram com que essas gigantes do meio tecnológico travassem uma disputa benéfica à inovação. Em 2018, os primeiros testes com deliverys autônomos ocorrerão, gerando grande expectativa para quando veremos esses carros nas ruas.

Conclusão

Este ano, o crescimento e evolução de aparelhos e estruturas virtuais e eletrônicas, assim como em 2017, continuarão a estontear nossas percepções e noções do que pode ou não se tornar tecnológico. Indústrias se dinamizarão enquanto outras surgirão. Necessidades nascerão ao mesmo tempo em que outras se unificarão. A produtividade escalonará e resultados positivos afetarão a sociedade como um todo. Bons ventos estão por vir.



Sign up to our list and receive exclusive content.

* indicates required