Entretenimento no Brasil e Videos On-Demand

Vivemos em um tempo em que mais adolescentes conhecem o Whindersson Nunes (youtuber brasileiro com o 3º canal mais famoso do buscador) do que o nome dos apresentadores dos telejornais nacionais. O Brasil é um dos maiores consumidores mundiais desse tipo de entretenimento, criando um movimento desesperado das emissoras de trazer alguns desses produtores de conteúdo para programas, majoritariamente de entrevista ou humor (exemplos: Pânico na TV com quadros com youtubers famosos, como Felipe Castanhari e Júlio Cocielo, e o Programa do Porchat, da Record, que é de entrevista, com a apresentação do comediante Fábio Porchat).

As visualizações dessa plataforma criaram novas margens de lucro para criadores independentes, gerando um fluxo migratório de interesse, abrindo mão da notícia informacional e focando no puro entretenimento, que não se comprometem com a disseminação de conhecimento. Alguns (poucos) canais ainda adotam o perfil de acadêmicos – na sessão YouTube Educação – mas sempre com traços humorísticos para prender a atenção do expectador. Nesse formato mercadológico, a monetização dos vídeos gera o lucro dos denominados “creators”, com as empresas investindo na plataforma, que redireciona as propagandas de acordo com os inscritos, visualizações e curtidas de cada canal. O engajamento torna-se a estratégia de angariamento de renda, e nada melhor que gerar risadas para fidelizar o público.

Ainda na vertente de vídeos on Demand, os serviços de streaming de filmes e séries está diminuindo a quantidade de assinaturas de televisão paga em nosso País. A Netflix, criada em 1997 por Reed Hastings e Marc Randolph, mas entrando para o meio digital em 2012, alavancou o negócio com a criação de um catálogo online (com algumas possibilidades de download) dessas obras da sétima arte, com diversas categorias e títulos próprios, gerando exclusividade e a tão desejada fidelização. O lucro vem das assinaturas pagas do serviço. Algumas emissoras, percebendo essa debandada do público, disponibilizou plataformas semelhantes, como o HBO Go. No Brasil, a Globo criou o Globo Play, que transmite programas esportivos, novelas e alguns outros programas principais. A acessibilidade móvel aos programas e a escolha voluntária do que assistir são as principais ferramentas que fizeram com que esses meios se tornassem um império que veio para ficar.

Com essa iminente instauração do mercado on Demand, as emissoras estão fadadas ao declínio. Sua sobrevivência agarra-se aos eventos esportivos, novelas e telejornais, todos cristalizados na mente da antiga geração de pessoas que cresceram com essa metodologia. Em poucas décadas, a expectativa é de formatação dessas três dialéticas para esse mesmo formato de streaming, onde haverá severa demanda. O que deve haver é um maior investimento na parte educacional desses serviços, processo que é proeminente ao sucesso de tais veículos. Os tablets e smartphones serão nossas salas de aula e de estar, combinando a diversão e o aprendizado.



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