Edutech e as Oportunidades para o Brasil

O mundo e suas tecnologias vivem em constante mudança e, a cada década, produtos, equipamentos, objetos, soluções e até processos se tornam obsoletos. Nos dias atuais, a velocidade desta transformação tem sido ainda maior e constatamos que ela afeta, ainda mais, pessoas, suas ocupações e fortemente seus empregos.

A dinâmica do mercado de trabalho vem mudando e se transformando significativamente nos últimos anos e quem não se importou ou não se atualizou nesse meio tempo, está a caminho ou pode já ter se tornado obsoleto em sua área de atuação.

Uma pós-graduação, MBA ou mesmo uma especialização, já não basta para compor um currículo de destaque. É necessário que as pessoas estejam “conectadas” e em constante busca de adaptação, conforme a evolução e demanda do mercado. Novas habilidades, antes necessárias apenas para técnicos e engenheiros, tais como as que envolvem programação de softwares e conhecimento de diferentes linguagens de programação, se tornaram uma qualificação importante dentre os talentos mais cobiçados no momento. Em geral, estes profissionais farão parte das startups mais bem sucedidas do momento. Chamados de “unicórnios”, eles têm o potencial necessário para conseguir uma posição nas grandes empresas de tecnologia como o Google, Facebook, Amazon etc.

É nesse cenário que estão cada vez mais em voga as Edutechs. Empresas que focam na intersecção entre tecnologia e educação. O objetivo é criar novos modelos não só educacionais, mas também de um novo DNA na formação de jovens que se desenvolverão tecnicamente, e também como empreendedores ou ainda “intrapreneurs” de novas empresas e negócios. As startups, com modelos disruptivos e agilidade para “pivotar” (ou seja, com flexibilidade para mudar de estratégia e rumo a qualquer momento) estão se sobressaindo nesse mercado e aparecem como ameaça, desbancando gigantes da educação que não souberam ou conseguiram se adaptar e evoluir com a frenética alteração do mercado.

Com soluções inovadoras surgindo a cada dia, o mercado educacional – um dos mais herméticos e resistentes a mudanças – vive hoje um processo de renovação que tem o potencial de transformar este setor e em especial o Brasil nos próximos 10 anos.

As oportunidades para esse segmento no mercado são vastas. No caso do Brasil, as tecnologias aplicadas à educação podem ainda ajudar a enfrentar desafios crônicos existentes em nosso sistema educacional e de governo. Outro fato significativo é que esta formação diferenciada pode alterar a mentalidade de novos jovens que entram no mercado de trabalho e empreendedorismo, com uma ambição de inserção no mercado global e não apenas dentro do nosso País, que se encontra bem atrasado em rankings de inovação e empreendedorismo, e que invariavelmente é um grande consumidor, mas não produtor de inovação e de tecnologia.

Em um futuro não muito distante, tecnologias como Inteligência artificial, Realidade aumentada, Internet das coisas, dentre outras, devem ser adotadas massivamente pelas escolas e universidades, juntamente com o já conhecido EAD (ensino à distância), tornando muito mais acessível e bem mais atraente o ambiente de estudo, substituindo os antigos e enfadonhos processos de ensino e de avaliação atuais, que não geram e nem cativam as mentes brilhantes que estão começando a sair desta letargia nos diversos cantos do país.

Costumo citar em minhas apresentações que o futuro do Brasil forçosamente terá que superar o desafio do “Inovar ou Morrer” tão presente em nosso momento atual.

Seja você um profissional experimentado, entrando no mercado de trabalho ou ainda um estudante em plena formação, preste atenção a esta transformação que já está em curso e faça parte dela, pois o futuro da educação já começou e você precisa acompanha-lo.

Leia mais: IoT e novas carreiras: O que é preciso para se inserir neste mercado?



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