Agrosmart utiliza IoT para revolucionar o agronegócio

No Brasil, cerca de 70% da água captada é utilizada na agricultura, segundo a Agencia Nacional de Águas (ANA). Enquanto centenas de cidades como São Paulo se sacrificam para não ficar sem o líquido precioso durante essa crise sem precedentes, ainda existem grandes desperdícios no setor agrícola. Mas a escassez dos recursos hídricos vai além das grandes fazendas e passa pelo mau gerenciamento das florestas nativas em áreas de mananciais, falta de investimento em infraestrutura e planejamento adequado, fenômenos climáticos que causam grande estiagem, entre outros fatores.
Ao invés de se deixar abater por dados tão perturbadores, uma jovem do campo, criada na fazenda do pai e moradora da cidade de Itajubá (MG), Mariana Vasconcelos conseguiu enxergar além deste cenário adverso e desenvolveu o aplicativo Agrosmart, que conecta o agricultor à sua plantação.
A solução, com o conceito de IoT, promete tornar as lavouras mais inteligentes, com redução de até 60% no consumo de água e energia para irrigação. Segundo Mariana, é possível compreender exatamente a necessidade hídrica da planta e calcular diariamente o quanto cada uma delas deve ser irrigada. Em sua opinião, por desconhecimento, o agricultor acaba usando muito mais água do que o necessário.
Com o uso de sensores, dados meteorológicos, processamento de imagens e uma aplicação baseada em Cloud Computing, o sistema fornece ao agricultor o monitoramento de diversas variáveis em tempo real para a agricultura de precisão. Com isso, é possível entender o cultivo e suas necessidades a cada momento, entregando informações para uma melhor tomada de decisão, que seja capaz de aumentar a qualidade e a quantidade de produção, além de otimizar o uso de recursos.
Na fase de testes em plantações selecionadas, a utilização do aplicativo conseguiu reduzir a conta de água em 30% e a conta de energia em 35%.  Isto porque o Agrosmart é capaz de identificar o melhor momento para as plantas serem irrigadas, – quando a taxa de transpiração está baixa – o que poupa água e energia. Mariana explica que o processo de irrigação normalmente é feito com base na intuição do agricultor, que por exemplo, não sabe com exatidão quando a taxa de transpiração da planta está alta, o que faz com que grande parte da água evapore. Como o sistema de irrigação utiliza eletricidade ou diesel, isso também resulta na economia de energia.
O app já está disponível para venda no site da Agrosmart, empresa originada no desenvolvimento do aplicativo com o apoio das aceleradoras Baita e Startup Brasil. Após a compra, uma equipe técnica vai a fazenda para a instalação do software e de sensores, que além da economia dos recursos hídricos e energéticos, também detectam pragas e monitoram a saúde das plantas. Depois de tudo instalado, é só baixar o aplicativo para se conectar à lavoura em tempo real. O software consegue até informar qual é a melhor época para colheita.
Especialistas são unânimes em dizer que o novo salto da agricultura virá da tecnologia. Alguém ousa dizer o contrário?!



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